Quando faz sentido avaliar a PHDA
Quando uma criança se distrai com facilidade, não termina o que começa, parece agitada ou impulsiva, ou quando a escola fala em falta de atenção, fica a dúvida: é da idade, ou é algo que merece ser avaliado? A avaliação de PHDA existe para responder a isso com método, em vez de palpite.
A PHDA, perturbação de hiperatividade e défice de atenção, manifesta-se de formas diferentes. Há crianças mais agitadas e impulsivas, e outras sobretudo desatentas, que passam despercebidas por serem calmas. A avaliação distingue o que é PHDA do que pode ser outra coisa.
O que a avaliação inclui
A avaliação reúne a entrevista clínica com os pais e a criança, a recolha de informação da escola, e instrumentos validados de atenção, impulsividade e funções executivas. Quando indicado, inclui a avaliação por realidade virtual (Nesplora), que mede a atenção e o controlo dos impulsos num ambiente que reproduz uma sala de aula, com dados objetivos.
No fim, há uma sessão de devolução e um relatório claro, com a explicação dos resultados e as orientações para casa e para a escola.
A avaliação por realidade virtual
A maioria das avaliações de atenção assenta em questionários e observação. A realidade virtual (Nesplora) acrescenta uma medida objetiva: a criança realiza tarefas dentro de uma sala de aula simulada, enquanto o sistema regista a atenção, a atividade e os erros. É uma forma de ver o que nem sempre aparece numa consulta.
Depois da avaliação
Avaliar não é rotular. O objetivo é perceber a criança e decidir o passo seguinte com base em dados: acompanhamento psicológico, apoio à escola, estratégias em casa ou, quando fizer sentido, encaminhamento. Cada plano é individual.