Quando avaliar a PHDA na idade adulta
Há adultos que sempre se sentiram diferentes: distraem-se com facilidade, deixam tarefas a meio, perdem-se em prazos, ou vivem com a sensação constante de estar a correr atrás. Quando isto acompanha a pessoa desde a infância e afeta o trabalho, as relações ou o bem-estar, faz sentido avaliar.
A PHDA não é exclusiva da infância. Muitas pessoas só percebem o que têm na idade adulta, às vezes depois de um filho ser avaliado. A avaliação olha para a história toda, desde cedo até ao presente.
O que a avaliação inclui
A avaliação reúne a entrevista clínica detalhada, com a história de vida, e instrumentos validados de atenção, impulsividade e funções executivas. Quando indicado, inclui a avaliação por realidade virtual (Nesplora), que mede a atenção e o controlo dos impulsos num ambiente que reproduz um escritório, com dados objetivos.
No fim, há uma devolução clara e um relatório, com orientações e os passos seguintes.
Porque é que tantos casos passam despercebidos
Muitos adultos aprenderam a compensar a vida toda, à custa de muito esforço e cansaço. Outros foram vistos apenas como distraídos ou desorganizados. No caso das mulheres, os sinais são frequentemente internos e passam ainda mais despercebidos.
Depois da avaliação
Compreender o que está em causa muda a forma como a pessoa se vê e abre caminho ao apoio certo: acompanhamento psicológico, estratégias de organização e regulação, e, quando indicado, encaminhamento. Cada plano é individual.