Antes da sessão: a conversa inicial
Antes de qualquer sessão, há uma conversa. Serve para perceber o que a pessoa procura, o seu contexto e se o neurofeedback faz sentido naquele momento. Não se começa um treino sem este passo. É também aqui que se esclarecem dúvidas e se define um plano individual.
Durante a sessão: o que acontece
A pessoa senta-se numa cadeira confortável, num ambiente calmo.
Colocam-se pequenos sensores no couro cabeludo, fixados com pasta condutora. Sem agulhas, sem dor.
Inicia-se o som. Ao longo da sessão, ouvem-se micro-interrupções quase impercetíveis, sempre que o sistema deteta mudanças bruscas na atividade do cérebro.
Não há nada para acertar, nenhum jogo para ganhar. O cérebro recebe a informação e ajusta-se sozinho.
A sessão dura cerca de 33 minutos.
Depois da sessão
Retiram-se os sensores e limpa-se a pasta condutora. A pessoa retoma o dia normalmente, sem tempo de recuperação. As reações variam: há quem saia mais calmo, há quem não note nada de imediato. Tudo isso é conversado no acompanhamento.
Quantas sessões são precisas
Não há um número igual para todos. O neurofeedback é um processo de treino, e o ritmo de cada cérebro é diferente. Por isso, o plano é definido em conversa e ajustado ao longo do tempo, em função do que a pessoa procura e de como vai respondendo. A clínica não anuncia pacotes fechados: cada percurso é individual.
Neurofeedback em crianças e adolescentes
O neurofeedback dinâmico pode ser realizado por crianças e adolescentes. O formato é o mesmo: sentar, sensores, som. Por ser não invasivo e sem esforço exigido, costuma ser bem tolerado pelos mais novos. Nos casos infantis, os pais são parte do processo, e o neurofeedback é articulado com a avaliação e o acompanhamento que faça sentido para a criança.