O peso que o diagnóstico traz
Um diagnóstico de doença crónica muda mais do que a rotina de tratamentos. Muda a relação com o corpo, com o trabalho, com os planos que estavam feitos e, muitas vezes, com o lugar que a pessoa ocupa dentro da própria família.
É frequente sentir medo, revolta, tristeza ou cansaço, e ao mesmo tempo sentir que não se pode falar disso para não preocupar quem está à volta. Esse silêncio pesa tanto quanto a doença.
Viver com sintomas e com incerteza
A doença crónica não tem uma data de fim marcada. Há períodos estáveis, recaídas, exames à espera de resultado e decisões que se repetem ao longo de anos. Viver nesta incerteza exige um esforço permanente que raramente é reconhecido.
Aparecem com frequência alterações do sono, irritabilidade, isolamento, dificuldade de concentração, e uma perda de sentido difícil de nomear. Em alguns casos instala-se um quadro de depressão, e há quase sempre um luto pela versão de si que existia antes do diagnóstico.
Quem cuida também se desgasta
Acompanhar alguém com doença crónica é um trabalho contínuo e, na maior parte das vezes, invisível. Quem cuida adia consultas próprias, abdica de descanso, e sente culpa quando reconhece que está exausto.
O acompanhamento psicológico está disponível também para cuidadores e familiares, e pode ser feito de forma independente do acompanhamento da pessoa doente.
Como funciona o acompanhamento
Começa por uma consulta de avaliação, em que se percebe a história da doença, o momento atual do tratamento e aquilo que está a pesar mais nesta fase.
A partir daí, o trabalho ajuda a lidar com a incerteza, a gerir a relação com os sintomas e com as limitações, a comunicar necessidades à família e à equipa de saúde, e a recuperar espaço para aquilo que continua a ser possível.
O acompanhamento psicológico não substitui nem interfere com o tratamento médico. Acompanha-o.
Presencial ou online
As consultas realizam-se na Clínica Dra. Gizela Silva, em Vila Nova de Gaia, e também online, por videochamada, a partir de qualquer ponto do país.
Quando existem limitações de mobilidade, fadiga associada ao tratamento, ou períodos de recuperação em casa, a modalidade online permite manter o acompanhamento sem deslocações.