Quando a tristeza deixa de ser passageira
A tristeza faz parte da vida e, na maioria das vezes, passa. A depressão é outra coisa. Instala-se, ocupa espaço e altera a forma como a pessoa se vê, como dorme, como come e como se relaciona com quem tem à volta.
Quem atravessa um período depressivo descreve com frequência um cansaço que o descanso não resolve, dificuldade em sentir interesse por aquilo que antes dava prazer, e a sensação de estar a funcionar no mínimo. Não é falta de vontade nem fraqueza de carácter.
Os sinais que se repetem
Humor abatido durante a maior parte do dia, perda de interesse ou de prazer, alterações do sono e do apetite, lentidão ou agitação, dificuldade de concentração, sentimentos de culpa ou de desvalorização pessoal, e a ideia persistente de que nada disto vai mudar.
O que distingue um período difícil de um quadro depressivo é a persistência ao longo do tempo, a intensidade e o impacto no trabalho, nos estudos e nas relações. Quando estes sinais se mantêm durante semanas, faz sentido procurar uma avaliação.
Se tem pensamentos de pôr fim à vida, não espere por uma consulta. Ligue para a Linha SNS 24, através do 808 24 24 24, ou dirija-se ao serviço de urgência mais próximo.
O que pode estar por baixo
Nem todo o cansaço prolongado é depressão, e nem toda a depressão aparece isolada. Há adultos que chegam com um quadro depressivo e percebem, ao longo do processo, uma dificuldade de atenção que os acompanha desde a infância e que nunca foi avaliada. Há mulheres em transição hormonal que vivem oscilações de humor com uma intensidade que não reconhecem. Há quem esteja esgotado pelo trabalho há demasiado tempo.
Distinguir estas situações faz parte do trabalho clínico e é o que permite escolher o acompanhamento adequado, em vez de olhar apenas para o sintoma visível. Consoante o caso, pode fazer sentido considerar a avaliação de PHDA no adulto, o apoio na menopausa e equilíbrio emocional ou o acompanhamento do stress e do burnout.
Como funciona o acompanhamento
O acompanhamento começa por uma consulta de avaliação, em que se percebe a história, o momento atual e aquilo que a pessoa procura. A partir daí define-se um plano de trabalho, com uma frequência ajustada à situação.
As sessões trabalham a compreensão do que está a acontecer, a recuperação do sono e das rotinas, a relação com os pensamentos que se repetem, e o regresso gradual a atividades que foram ficando para trás. O ritmo é o da pessoa.
O acompanhamento psicológico não substitui a avaliação médica. Sempre que exista indicação para acompanhamento médico ou psiquiátrico, esse encaminhamento é falado em consulta.
Presencial ou online
As consultas realizam-se na Clínica Dra. Gizela Silva, em Vila Nova de Gaia, e também online, por videochamada, a partir de qualquer ponto do país.
A modalidade online mantém as mesmas condições de confidencialidade e é uma opção para quem vive longe, tem horários difíceis, ou atravessa uma fase em que sair de casa custa.