O pós-parto também é uma fase de adaptação emocional
A chegada de um bebé traz alegria, mas também uma enorme mudança. O corpo recupera, as hormonas oscilam, o sono falta e surge uma responsabilidade nova, tudo ao mesmo tempo. É natural que, no meio disto, as emoções fiquem mais à flor da pele.
Sentir-se cansada, vulnerável ou dividida nesta fase não significa que se é má mãe. Significa que se está a atravessar uma das maiores adaptações da vida.
Baby blues: comum e passageiro
Nos primeiros dias após o parto, é frequente sentir-se mais sensível, chorar com facilidade, ter alguma ansiedade ou oscilações de humor. A isto chama-se, muitas vezes, baby blues. Costuma surgir nos primeiros dias e passar sozinho ao fim de uma a duas semanas, à medida que o corpo e a rotina se ajustam.
Saber que isto é comum ajuda a viver estes dias com menos culpa e mais paciência consigo própria.
Quando é mais do que isso
Por vezes, a tristeza, a ansiedade ou o cansaço não passam ao fim de duas semanas. Prolongam-se, tornam-se mais intensos, ou começam a interferir no dia a dia e na forma como se vive a relação com o bebé. Quando isso acontece, pode tratar-se de depressão ou de ansiedade pós-parto.
São situações mais frequentes do que se pensa, têm apoio e não são uma falha enquanto mãe. Se o mal-estar for muito intenso, ou se surgirem pensamentos que a assustem, é importante procurar ajuda sem demora: há sempre quem possa apoiar.
Procurar apoio é cuidar de si e do bebé
Pedir ajuda não é sinal de fraqueza nem de fracasso. É uma forma de cuidar de si e, ao mesmo tempo, do bebé. O apoio psicológico ajuda a compreender o que se está a sentir, a gerir a ansiedade e a reencontrar o chão, e pode caminhar a par do acompanhamento médico quando este for necessário. Não tem de atravessar esta fase sozinha.