A menopausa é também emocional
Fala-se muito dos sintomas físicos da menopausa, os afrontamentos, as alterações do sono, mas menos do seu lado emocional. E, no entanto, é aí que muitas mulheres sentem a mudança com mais força.
As alterações hormonais desta fase não afetam só o corpo: influenciam também o humor, a ansiedade e a forma como o cérebro processa as emoções. Sentir-se mais irritável, mais triste ou mais ansiosa nesta altura não é fraqueza nem falta de controlo. Tem uma explicação, e tem formas de apoio.
Sinais emocionais frequentes
Cada mulher vive a menopausa à sua maneira, mas há queixas que se repetem. Oscilações de humor que parecem surgir do nada. Ansiedade ou uma tensão constante. Tristeza sem motivo claro. Maior dificuldade de concentração e de memória, aquilo a que muitas chamam "névoa mental". E noites mal dormidas que agravam tudo o resto.
Quando vários destes sinais se juntam, é natural sentir que se perdeu algum equilíbrio. Reconhecê-los é o primeiro passo para os cuidar.
Mais do que hormonas: a fase da vida
A menopausa raramente chega sozinha. Coincide muitas vezes com outras mudanças importantes: filhos que crescem e saem de casa, pais que envelhecem, transformações na carreira e na forma como cada uma se vê a si própria. O peso emocional desta fase é, muitas vezes, a soma de tudo isto.
Por isso, cuidar do bem-estar nesta altura não é só uma questão de hormonas. É também dar espaço ao que se está a viver e a sentir.
Como o apoio psicológico pode ajudar
O acompanhamento médico ou ginecológico trata a parte hormonal e física. O apoio psicológico ocupa-se do lado emocional: ajuda a compreender o que se está a passar, a gerir a ansiedade e as oscilações de humor, a cuidar do sono e a reencontrar equilíbrio. Os dois podem caminhar lado a lado. Procurar apoio não é sinal de que algo está muito errado; é uma forma de atravessar esta fase com mais serenidade.