ARTIGO · CRIANÇAS

O meu filho não se concentra: o que pode estar por trás

É da idade, ou algo que merece ser avaliado? O que observar e quando procurar ajuda.

Secretária de estudo de uma criança, com luz suave, a evocar atenção e foco.

Quando a falta de concentração começa a preocupar

Todas as crianças se distraem, e há fases em que isso é simplesmente parte de crescer. A dúvida surge quando a dificuldade de concentração se torna persistente, aparece em casa e na escola, e começa a pesar na aprendizagem, nos trabalhos de casa ou no dia a dia.

Nessa altura, é natural a pergunta: é só da idade, ou é algo que merece ser percebido melhor?

Não é só "distração": o que pode estar por trás

A falta de concentração nem sempre significa o mesmo. Pode estar ligada à PHDA, mas também à ansiedade, ao sono insuficiente, a dificuldades de aprendizagem, ou até a um momento emocional mais difícil. Às vezes, são várias coisas ao mesmo tempo.

Por isso, vale a pena resistir a saltar para conclusões. Uma avaliação ajuda precisamente a distinguir o que está na origem, em vez de ficar pela suposição.

O que observar no dia a dia

Há sinais que ajudam a perceber se vale a pena avaliar. A criança começa tarefas e não as termina. Esquece-se de instruções que acabou de ouvir. Parece "noutro mundo" com facilidade. Demora muito mais do que o esperado nos trabalhos de casa. Distrai-se com qualquer estímulo, ou, pelo contrário, está sempre em movimento.

O que pesa não é um episódio isolado, mas o padrão: quando estes sinais são frequentes, surgem em vários contextos e se mantêm ao longo do tempo.

O valor de avaliar

Avaliar não é rotular a criança. É compreendê-la. Uma avaliação ajuda a perceber porque é que a concentração custa, e traduz-se num caminho concreto: estratégias em casa, apoio na escola e, se for necessário, acompanhamento. Muitas vezes, perceber o que se passa é, por si só, um alívio para a criança e para a família.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

Falta de concentração é sempre PHDA?

Não. A desatenção pode ter várias causas: PHDA, ansiedade, sono, dificuldades de aprendizagem, entre outras. A avaliação ajuda a distinguir.

A partir de que idade vale a pena avaliar?

A avaliação adapta-se à idade. Se a dificuldade é persistente e interfere no dia a dia e na escola, vale a pena perceber o que está por trás.

Avaliar significa que o meu filho tem um problema?

Não. Avaliar é compreender. O resultado pode tranquilizar ou orientar para o apoio certo.

Este conteúdo tem caráter informativo. Cada avaliação e o respetivo plano são definidos individualmente, em conjunto com a profissional, após consulta presencial.

O seu filho tem dificuldade em concentrar-se?

Uma avaliação ajuda a perceber o que está por trás.

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Dra. Gizela Silva · Psicologia e Neurodesenvolvimento · Vila Nova de Gaia · CP n.º 30963 · ERS E175678